E ele então usou as palavras que fariam daqueles dias uma espécie de roteiro de filme francês. E deu-se a largada para que tudo fosse puro sentimento, tudo pronto para fazer dos sorrisos realmente alegres – seja a alegria profunda ou não.
A receita que ela usava era uma pequena diversão, subtraída da verdadeira história, e somada pelos seus amigos. No primeiro dia, foram os romances: verdadeiros ou não. No segundo dia, foram os amigos: completos. E finalizou aquele com uma conclusão: não precisava de um amante para ser feliz. Bastava Deus, bastava um dia qualquer com os amigos. Bastava. E tinha sido realmente feliz.
No terceiro dia, foram os familiares, que apesar das palavras erradas, foram ignorados e fizeram de tudo somente uns momentos a mais. Foram sentimentos diversos.
De amor a ódio. Da confusão ao simples prazer e identificação. Da ressaca ao belo e delicioso dia, além de tranquilo. Da festa à contração. Do pedido à desistência. Altos e baixos, mas, desta vez, ela conseguiu se manter feliz e não chorar.
Por fim, concluiu (porque concluir é um dos prazeres que tem): está aprendendo a ser feliz por si mesma, de verdade. Não precisa mais de rótulos, limites ou exigências. Ela quer apenas viver e ser feliz. E não vai mais pensar sobre isso…
