Dizem que eu falo muito rápido mas eu não concordo posso engatar na terceira marcha e não freiar mas ainda assim é terceira imagina se fosse quinta e eu não tenho culpa se meu cérebro funciona rápido se as sinapses são aceleradas por conta da hiperatividade culpem os médicos a família mas eu sou só um resultado da vida defeituosa dessa geração Deus me fez assim e vocês vão ter de aguentar ou me matar escolham vocês ha-ha-ha sem contar que eu não acho que meus pensamentos são assim todos dispostos de uma só forma sem pausa regressão nem organização é só a naturalidade do meu ser do meu falar uai não é normal isso pras pessoas ao menos eu acho e outro dia eu estava pensando que falo cantado não é o mesmo que rápido só é diferente cantado e animado e não é sempre que converso assim com as pessoas mas muito mais quando estou animada ou correndo ou tenho idéias na aula da Yudi por exemplo falando em aulas as quintas-feiras prometem ser quintas literatas excepcionais com dois professores muito muito muito legais doidos que nem eu talvez por isso eu os ache tão demais assim aliás mudando de assunto acabei de me lembrar que tenho de ir minha vida é assim corrida que nem meu falar meu escrever meu postar meu blábláblá por isso que escuto músicas calmas e bebo maracujá mas ainda assim eu juro que sou uma menina calma e feliz talvez não tão calma mas feliz garanto mas como diz minha ex professora de ballet respira jessica!
Novo conteúdo, embalagem velha
Nascer do sol. Como pode alguém duvidar da criação divina e achar que o acaso, a matemática, a física sozinhos fizeram tudo isso? É preciso muito mais fé. E fé em algo assim, que vai acabar, que vai morrer, que vai deixar de existir um dia, não é uma fé profunda. Na manifestação da fé verdadeira parece que aquilo sai do mais profundo eu que existe dentro de mim mas ao mesmo tempo não é minha fé, Deus que a colocou ali. Como pode alguém duvidar da existência divina?
campo pessoal no blog apessoal:
CF 2008 - uma semana, algumas pessoas, todas especiais, muita coisa pra aprender, ler, orar, chorar. céus, foi só uma semana. e vcs vão ver a profunda mudança de tom de acordo com o último post.
Fui pra lá afogada em dúvidas: letras, jornalismo, ballet, circo, IC, trabalho, banda. Tudo eu fui capaz de questionar, não deixei uma centelha pra trás. Hoje, tenho os pés no chão. O CF, ou melhor, Deus me respondeu tudinho. Foi um processo bem interessante. Tá, não existe palavra. Supercalifra… já entenderam, né? Bom, etapas.
um: Cheguei em crise. A única (tá, a alana também) em crise. Eclesiastes deixou em menos de dois dias todos os outros em crise. E eu me reconfortando. “Deus, mas é isso mesmo que eu to tentando te explicar faz tempo!” Dur, ele já sabia. Bobinha.
dois: Quinta-feira foi o cume. Todos os questionamentos postos a prova. Não sei o que aconteceu, fui dormir e me sentia leve, tão leve, a ponto de poder gritar pro mundo inteiro que Deus havia encostado em mim (mas achei melhor ficar quietinha). Olhei pro teto (cama de cima) e entendi (quase) tudo que eu queria entender. Forte.
três: As respostas vieram aos poucos. Nada vai mudar, mas tudo mudou dentro de mim. Pedi força, sabedoria, um guia. Deus me deu. E explicou que vai dar o resto aos poucos. E me deu uma bronca também. “Jessica, sua bobinha, quando foi que eu prometi que vc não ia sofrer nem questionar nessa vida vaporenta debaixo do sol?”. Debaixo da lua, porém, ouvi vozes a cantar. E cantei. E passei muito frio cantando. Lindo.
Como pode alguém duvidar dos planos divinos? Aqui tudo é incerteza, nada é resposta. Só a morte é certeza e tá aí pra comprovar que de nada adianta uma vida inteira que levamos aqui. Então, portanto, temos de ao menos tentar sermos felizes, sempre, é claro, com juízo (temor, amor, obediência). Mas a questão é que isso tudo é aqui, na terra. Depois da morte é que vem os verdadeiros planos divinos: nova vida.
Como pode alguém duvidar de Deus?
No crise, Yes fé.
Em que direção?
Parece que é sindrome de férias: quando a menina pára, vem todas as coisas que ela evitava pensar antes na cabeça dela. O pior é que ela nem parou de verdade e já vieram todos os questionamentos possíveis. Ê menina, que coisa hein?
Bom, vamos lá: dúvidas são normais, não são? Mas e quando elas envolvem o futuro inteiro e nenhuma das alternativas parece se sobrepôr às demais? Já parou pra pensar? É possível destruir tudinho daqui pra frente só fazendo uma escolhazinha errada! Help (ah, essa é uma música dos Beatles… ). Anyway, até a inspiração pra escrever de verdade já se foi embora visto que minha tia que está aqui em casa insiste em conversar comigo. aaah!
Voltando à linha de raciocínio: são tantas alternativas, nenhuma delas preferencial, e todas decisivas. A menina se perde, se esquece, se desespera. Letras, música, dança, jornalismo, circo, pesquisa, cultura, escritório. Investir mesmo na Iniciação Científica ou desistir e ir atrás de estágio? Largar tudo por uma vida diferente? A menina anda realmente se questionando. Ela deveria realmente estar lá, ou em outro lugar? E o pior: Como saber??
Outro dia tive uma pontinha de entendimento: a vida não é certa, não se pode controlar tudo, e a menina não é o centro do mundo. Não, não é. Nossas vontades não são o essencial na nossa vida. Mas o caminho, como ele é trilhado, e porque fazemos as coisas assim. E você, caro leitor, acha que isso me ajudou em alguma coisa? É claro que não! A menina é muito mais egoísta do que gostaria de ser e ainda é ingênua o suficiente pra achar que o futuro dela está em suas mãos e que depende das escolhas agora sua felicidade futura.
Menina boba…
[só para constar, hoje foi meu último dia no mesmo trabalho dos últimos 14 meses da minha vida. me senti tão leve saíndo de lá. finalmente algo diferente na minha vida. mas... e se...?]
Palavras, 2
(posts em série. Série Palavras 1, 2)
As palavras falam (ó, jura pequena pulga?). Sim. Falam. E não é bem isso que você pensou que eu quis dizer. O som das palavras falam por elas mesmas. Tá, nem sempre, mas quase sempre. O som resume em si a síntese da significação da palavra. É praticamente a essência do porque o significado faz sentido com o significante… o mais assustador é que isso aconteceu de forma, ao que tudo indica, arbitrária. Medo. Medo e Paixão. Ah, eu realmente estou na faculdade certa!
Vamos usar exemplos, fica mais fácil. “Pedra”. “Pedra”, em si, parece ser uma palavra rude, grossa, áspera, assim como o objeto o qual ela denomina: a pedra. Começamos com o /p/, cujo som praticamente já explode nos lábios que pronunciam a palavra. Continua-se com o /d/, seco e rápido e extendendo-se com o /r/ (tá, o fonema é outro, mas poupe-me, né? férias…) que finaliza com a áspereza (há!) da palavra. Poderia extender esse exemplo com palavra que eu usei aqui mesmo, como “áspero”, “seco”, “rude”. Mas acho que essa parte mais “má” da língua vocês já entenderam…
Tem palavras que fazem o contrário em questão de significado: “fluidez”. A palavra flui em si mesma, parece perfeito (ah, não, É perfeito). O /f/, /l/ e /s/ no final acabam emendando um no outro a pronúncia fica fluída, fácil, calma. Fluidez.
Ainda tem outras mais engraçadinhas, como “fofa”, que parece que a cada sílaba apertamos a bochecha da palavra: fo-fa. ó! E a lista continua… “paixão” parece tão arrebatadora quanto o sentimento, “bola” já parece uma palavra redonda, “nada”, bom, nada é nada!
E incrível como cada um destes sons se controem em conjunto quando articulados em uma mesma sentença, provocando a inexplicavel sensação de que, mais uma vez, as palavras certas explicam tudo. Ou quase tudo.
Ele
Ele não era amado.
Ao menos não por todas como gostaria.
Muito menos invejado.
Por nenhum.
Sofria um complexo de Freud,
queria tudo explicar.
(E quem não quer?)
A noitinha, em seu quarto, pensava olhando para o teto branco e casto.
Nada casto o pensamento,
sem linha de direção.
Não sabia andar sem olhar para trás.
Às vezes não olhava pra frente.
Talvez por isso se arrependesse,
de tanto cair amassou o rosto, o ego e seu desencontro de si.
Perdido sempre,
achado nunca.
E os horizontes pareciam um fim tendendo à queda.
(Hoje não vejo mais horizontes nessa selva concreta).
Concretos eram seus planos.
Tinha papel e tinta.
Não era belo.
Não era feio.
Tinha manias irrecuperáveis.
Entre elas, a de morrer uma vez na vida.
Palavras, 1
(posts em série.
série Palavras 1, 2)
A pulguinha anda pensando (jura? ela pensa? que bom…). Mas apesar de todos os problemas e todas as coisas a fazer ela não anda pensando nisso (pelo menos não vou assumir aqui). Pensemos sobre palavras. Palavras, palavras, palavras (repetir três vezes é mais legal). Palavras da oralidade, por hoje.
E não é que se faz uma diferença enorme a escolha das palavras para constituir uma frase? Cada verso bem feito é o reverso de um entendimento. Bons entendedores não entendem meia palavra, mas sim frases bem ditas. As aulas de literatura modernista brasileira são um verdadeiro exemplo desses casos. Frases pequenininhas que sintetizam idéias complexas, dignas de uma enciclopédia. Palavras bem escolhidas, ritmo bem montado, sequencia bem estruturada. Tenho visto ótimos exemplos disso, até que cheguei a uma conclusão.
(conclusão? já quer que eu conclua? tudo bem, hoje será um texto curtinho em homenagem ao tempo livre, que eu não vejo a muito tempo e morro de saudades, beijo tê!)
Conclusão: qualquer idéia, qualquer conceito, qualquer coisa vai parecer mais compreensível e bela se estruturada em uma frase cujas palavras contenham em si significados mais amplos que os imaginadas, apuradas dentro de si de todo o conhecimento necessário para compreender a questão mais simples e a mais complexa. Toda idéia lírica é montada com as palavras. Todas as palavras bem montadas montam a idéia lírica.
E viva as palavras.
(alguém entendeu?)
(ou escolhi as palavras erradas?)
O Centro de Tudo
Para não escrever sobre algumas coisas constantes em minha cabecinha e fazer ninguém, a não ser alguns, entenderem o que eu digo, prefiro falar sobre um pensamento recorrente quando passeio por aí…:
O centro de São Paulo.
É bonito, é feio, é inseguro, é sujo, é confuso, é retrô, é cultura. Sim, sim, é tudo isso e muito mais. Tem alguns prédios de séculos atrás, outros dos anos 60, poucos das últimas duas décadas. Alguns mereceriam ser cenário externo de um filme de terror. São lindos, antigos, lembram mansões de séculos passados, mas não estão nem um pouco cuidados. Caem aos pedaços e seus últimos andares - sabe aqueles com janelas estilo telhadinho e pé direito um pouco mais alto? - parecem guardar fantasmas e histórias. Outros prédios são simpáticos. Bonitos, até que bem cuidados, mas agora pertencem a empresas, hotéis, nada onde alguém possa morar.
Mas já imaginou se o governo levasse o centro a sério? Fizesse reformas de verdade, acompanhadas de uma ótima segurança e limpeza das ruas constante? Aí, quem sabe, o centro podia voltar a virar um espaço boêmio e cult de verdade. Naqueles prédios mal assombrados, no meu centro fictício bem cuidados, morariam jovens universitários e recém-formados em faculdades diversas e velhinhos que não querem abrir mão de morar naquela parte perfeita da cidade. As ruas seriam jardins, pontos turísticos seriam como pracinhas de cidade de interior. Passear seria um prazer, e não necessitaria de atenção com as bolsas e celulares. Ir ao cinema, ao café, ao barzinho, à exposição, ao museu, à qualquer coisa, seria fácil, simples e divertido.
Ah, quando eu passo de ônibus pelo centro de São Paulo vejo tantas boas idéias serem jogadas no lixo por uma prefeitura que não se importa com seus quarteirões históricos. E, ao invés de cultura, paz e história, vejo prostitutas, cinemas que mostram filmes pornográficos 24 horas, empresas falidas, hotéis de nenhuma estrela, sujeira e mendigos.
Sonhos, será se um dia eles podem ser realizados? Eu, com certeza, moraria nesse meu centro ideal. Com todo o orgulho de uma paulistana sonhadora.
Mudando o foco da pulga
Depois de alguns dias só e de ouvir músicas muito queridas, recebo uma ligação. Ao pôr do sol, e que pôr, eu escuto outras coisas queridas. Inevitavelmente sorrio (cãibra na bochecha de tanto sorrir). Às vezes a gente não entende algumas coisas da vida, às vezes tudo acontece de uma forma tão intensa que não temos tempo de entender. Depois da pressa sem querer, vem o medo de dizer tudo aquilo com muita antecedência. Mas e se está aqui? Aqui dentro? E se é possível? Cara, olha só a que ponto minha vida chegou!
Um sol se pondo, alguns minutos de contato distante (o fechar dos olhos parece transpor quilômetros). E, sinceramente, algumas palavras cheias de lirismo subjetivo. Ah, mas nunca que a subjetividade fora mais pessoal… Pela primeira vez eu me jogo sem olhar pra trás. Nada devo, e tudo tem acontecido de forma tão simples, tão… real.
Pra que ser feliz se a gente pode, em simples sorrisos, ser mais do que feliz?
Venho por meio desta(clichê) explicar meus clichês
Abre parênteses:
O Aurélio (começamos com o dicionário clichê em pessoa, ou melhor, em papel) uma vez me disse que clichê, do francês(uma língua clichê) cliché, do latim… tá, deixa pra lá. Voltando, ele me disse que clichê significa 1. Placa fotomecanicamente gravada em relevo sobre metal, usualmente zinco, a traço ou a meio-tom, para impressão de imagens e textos por meio de prensa tipográfica. , 2. A imagem ou o texto assim impressos. , 3. estereótipo , 4. galvanótipo , 5. lugar-comum .
Como se fosse clichê, o dicionário não ajuda(clichê). Dizer que “clichê” é “lugar-comum” é mero clichê. Utilizaremos a definição cinco.
Fecha parênteses.
Venho meditado(clichê) à meses sobre os clichês que eu mesma digo. E sobre pleonasmos(clichê), mas isso eu falo depois(clichê). Vivemos envoltos por clichês, até o pescoço(clichê). Achamos clichês em tudo que dizemos, que fazemos(clichê). E depois, repreendemos os clichês(clichê), porque é muito feio usar um clichê(clichê). Muito popular(clichê) (popular, não pop. ser pop é legal, para alguns). Mas em algumas ocasiões eu tenho optado por usar clichês pelo simples fato de expressarem muito mais do que qualquer outra construção frásica(clichê).
Por exemplo(clichê), “Se cuida” é um clichê absurdo. Todo mundo diz “se cuida”, até a minha vó que não sabe falar português diz “se cuida”(clichê)! É “se cuida” pra lá, “se cuida” pra cá…(clichê)“se cuida” todo mundo! Mas quando eu vou me despedir de um amigo que gosto muito, com quem me preocupo pra caramba(clichê), que outra frase se expressa melhor do que “se cuida”? Como vou falar? “Tome cuidado”? “Atente aos seus passos e atitudes”? “Cuide da sua pessoa”? “Volte inteiro amanhã”? “Não beba, não fume, não use drogas”? “Descanse a noite”? “Não esqueça de tomar o anti-depressivo”?(clichê pensar que todas as alternativas são tão bonitinhas assim) Não!!!!!(clichê) Vou simplesmente(clichê) dizer: “se cuida”.
Outra(clichê): “Vai/Fique com Deus”. Quando eu digo isso, eu re-al-men-te(clichê separar errado as sílabas) desejo que a pessoa seja protegida por Deus aonde quer que(clichê) ela esteja e volte inteirinho/a pra mim amanhã! Eu, que odeio andar sozinha e adoro saber que Deus sempre vai comigo, realmente desejo que as pessoas vão com Deus! Tudo bem que pra algumas é Deus que carrega elas(clichê), e outras ele corre atrás, mas eu desejo que Ele as proteja de todo mal(clichê e pleonasmo, se é proteção, é do mal) e faça delas pessoas melhores a cada dia(clichê, ninguém fica melhor do nada). Outras alternativas? “Que Deus te abençoe”(clichê…) é muito, muito formal, não combina com a Jessica(clichê falar em 3a). “Caminhe ao lado de Deus” parece que vem junto de um sermão. “Vá com a proteção divina ao seu lado”, nem preciso comentar(clichê). Simplesmente(clichê, já disse) “vá com Deus”. Mas volte!
No fim das contas(clichê), tudo é clichê. Até falar de clichês é clichê(clichê). Desde os primórdios(clichê), clichês são essenciais! Sem os clichês, o que seria de mim?(clichê)
E, espero, que com os meus clichês vocês possam me entender, que, sem eles, estou frita(clichê)!
Usadores de clichês, uní-los(clichê, mais uma vez).
Perfeição Sincera
E quem não quer se sentir bonita/o? Quem não gosta de um elogio? E os muitos que se envergonham com o elogio? Mas até que ponto o elogio é real? Até que ponto a beleza se faz perfeita? E estamos, sim senhores, falando da beleza externa!
A beleza mais bonita é a sincera. O momento que não nos cobrimos de tentativas de eliminar os defeitos, que deixamos a maquiagem somente para dias especiais. A beleza que se descobre nas rugas, no sorriso torto. Não é deixar de se cuidar, mas se cuidar para que de cara lavada se sinta bem, se sinta bela, se sinta belo. Aquela beleza sincera consigo mesma, de olhar no espelho e poder aceitar que você é assim, sim, e que isto te faz bela, te faz belo.
O elogio mais válido é o sincero. De que vale a palavra na frase do elogio se ela elimina todos os defeitos do elogiado? Elogiar uma beleza natural é aceitar os defeitos, não eliminá-los. É dizer “seus traços são lindos, apesar das cicatrizes”, “seu corpo é belo, apesar dos pneuzinhos”. É dizer que se aceita os defeitos dentro da beleza completa, e não ignorá-los. “Olha, ela tem olheiras e espinhas! Mas isso não a deixa feia, são somente alguns defeitos que fazem parte dela” ao invés de “Ah, se você pensá-la sem as olheiras e espinhas ela é perfeita”. Perfeição não existe, existe beleza com defeitos aceitáveis na medida do entendimento do que é natural, real. E se perguntarem, diga, isso é bom, aquilo é ruim, mas é normal. Mas diga os defeitos também, precisamos nos aceitar como somos de uma vez por todas!
A beleza mais bonita é o defeito. Nele se encontram as experiências, o dia-a-dia, a genética, os erros. Nas olheiras as marcas de luta, de sofrimento, existentes em qualquer ser humano. Na ruga as marcas da experiência: se viveu demais e deixou marcas, ao menos viveu. Nos traços tortos as marcas da família ou de um acidente, nem tudo precisa ser perfeito para ser aceitável, para ser belo. Sejamos belos em nossos defeitos.
A beleza mais bonita é a sincera. O elogio mais válido é o sincero. A beleza mais bonita é o defeito. O defeito é sincero, o elogio mais válido é o defeito. A perfeição, no fim, é a sinceridade e o defeito.
[1 / 2. Da série: Beleza Humana]