Depois de alguns dias só e de ouvir músicas muito queridas, recebo uma ligação. Ao pôr do sol, e que pôr, eu escuto outras coisas queridas. Inevitavelmente sorrio (cãibra na bochecha de tanto sorrir). Às vezes a gente não entende algumas coisas da vida, às vezes tudo acontece de uma forma tão intensa que não temos tempo de entender. Depois da pressa sem querer, vem o medo de dizer tudo aquilo com muita antecedência. Mas e se está aqui? Aqui dentro? E se é possível? Cara, olha só a que ponto minha vida chegou!

Um sol se pondo, alguns minutos de contato distante (o fechar dos olhos parece transpor quilômetros). E, sinceramente, algumas palavras cheias de lirismo subjetivo. Ah, mas nunca que a subjetividade fora mais pessoal… Pela primeira vez eu me jogo sem olhar pra trás. Nada devo, e tudo tem acontecido de forma tão simples, tão… real.

Pra que ser feliz se a gente pode, em simples sorrisos, ser mais do que feliz?