(posts em série.
série Palavras 1, 2)
A pulguinha anda pensando (jura? ela pensa? que bom…). Mas apesar de todos os problemas e todas as coisas a fazer ela não anda pensando nisso (pelo menos não vou assumir aqui). Pensemos sobre palavras. Palavras, palavras, palavras (repetir três vezes é mais legal). Palavras da oralidade, por hoje.
E não é que se faz uma diferença enorme a escolha das palavras para constituir uma frase? Cada verso bem feito é o reverso de um entendimento. Bons entendedores não entendem meia palavra, mas sim frases bem ditas. As aulas de literatura modernista brasileira são um verdadeiro exemplo desses casos. Frases pequenininhas que sintetizam idéias complexas, dignas de uma enciclopédia. Palavras bem escolhidas, ritmo bem montado, sequencia bem estruturada. Tenho visto ótimos exemplos disso, até que cheguei a uma conclusão.
(conclusão? já quer que eu conclua? tudo bem, hoje será um texto curtinho em homenagem ao tempo livre, que eu não vejo a muito tempo e morro de saudades, beijo tê!)
Conclusão: qualquer idéia, qualquer conceito, qualquer coisa vai parecer mais compreensível e bela se estruturada em uma frase cujas palavras contenham em si significados mais amplos que os imaginadas, apuradas dentro de si de todo o conhecimento necessário para compreender a questão mais simples e a mais complexa. Toda idéia lírica é montada com as palavras. Todas as palavras bem montadas montam a idéia lírica.
E viva as palavras.
(alguém entendeu?)
(ou escolhi as palavras erradas?)
19 - Junho - 2008 at 6:55 pm
Alguém que eu conheço tem dificuldade com palavras.
Mas, por incrível que pareça, às vezes elas parecem funcionar.
Sempre dá pra formular melhor uma sentença, uma frase.
Escolher as palavras certas.
Até se obter o sentido desejado.
Inclusive nas reveladoras entrelinhas.
Toda palavra tem a sua idéia.
Mas nem toda idéia tem sua palavra.
(E depois me lembra de fazer um negocio que meu tio fazia, com ‘palavra’.)
21 - Junho - 2008 at 3:00 am
“Bons entendedores não entendem meia palavra, mas sim frases bem ditas.”
- Não sei, sinceramente, o porque estou aqui.Mas depois de ler o post acho que não me arrependo.Uma idéia interessante, jogada pra galera, numa forma interessantíssima.Gostei, ponto.
(A frase acima me deixou rindo, não sei porque.Mas foi boa.Ponto, de novo).
Até logo!
1 - Julho - 2008 at 12:48 pm
Você as encaixou direitinho, sim.
As palavras são de graça, mas às vezes, somem de pirraça. Fala sério, isso acontece pricipalmente nas horas do aperto (leia-se: trabalhos). Enfim, acabaram finalmente.
E já tiro uma pulga atrás da orelha…
por que A Pulga?
Ah, essas idéias líricas! ;D