(posts em série.
série Palavras 1, 2)

A pulguinha anda pensando (jura? ela pensa? que bom…). Mas apesar de todos os problemas e todas as coisas a fazer ela não anda pensando nisso (pelo menos não vou assumir aqui). Pensemos sobre palavras. Palavras, palavras, palavras (repetir três vezes é mais legal). Palavras da oralidade, por hoje.
E não é que se faz uma diferença enorme a escolha das palavras para constituir uma frase? Cada verso bem feito é o reverso de um entendimento. Bons entendedores não entendem meia palavra, mas sim frases bem ditas. As aulas de literatura modernista brasileira são um verdadeiro exemplo desses casos. Frases pequenininhas que sintetizam idéias complexas, dignas de uma enciclopédia. Palavras bem escolhidas, ritmo bem montado, sequencia bem estruturada. Tenho visto ótimos exemplos disso, até que cheguei a uma conclusão.
(conclusão? já quer que eu conclua? tudo bem, hoje será um texto curtinho em homenagem ao tempo livre, que eu não vejo a muito tempo e morro de saudades, beijo tê!)
Conclusão: qualquer idéia, qualquer conceito, qualquer coisa vai parecer mais compreensível e bela se estruturada em uma frase cujas palavras contenham em si significados mais amplos que os imaginadas, apuradas dentro de si de todo o conhecimento necessário para compreender a questão mais simples e a mais complexa. Toda idéia lírica é montada com as palavras. Todas as palavras bem montadas montam a idéia lírica.

E viva as palavras.
(alguém entendeu?)
(ou escolhi as palavras erradas?)